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09/09/2011 12h38
A vida é mesmo muito dinâmica. Constantemente somos obrigados a ver e rever posições, de acordo com o momento. No futebol, as coisas não são diferentes.
O anúncio da decisão da diretoria do Rio Claro FC de vender o Clube Águas do Rio Claro, para quitar as dívidas contraídas para a disputa da Série A2 de 2011, fez com que um filme passasse pela minha cabeça. O roteiro baseia-se as últimas duas décadas de vida do Azulão.
Lembrei-me de antigos e saudosos dirigentes, como Geraldo Tomazella e Klébs de Moura e Silva. Aliás, que saudade dos tempos em que quando se falava em Rio Claro FC, a primeira característica que se apontava, mesmo em meio a tantas dificuldades, era a seriedade de seus diretores.
O clube não tinha dinheiro, mas tinha homens de respeito no comando. Muitos desapareceram, lamentavelmente. Não quero dizer que os de hoje são ruins, mas houve perdas sensíveis, restaram poucos, já que alguns se foram, e outros se afastaram.
Não quero me estender, afinal, são 20 anos de recordações, tenho que ser breve, mas não posso deixar de pontuar alguns fatos importantes, para tentar concluir alguma coisa sobre o fim daquilo que lá atrás foi um sonho, ou seja, a sede social do Rio Claro Futebol Clube.
Lembro-me que o Galo Azul, na década de 90, atravessava uma terrível crise financeira. Desde o final da década de 70, quando o clube foi rebaixado para a segunda divisão, e as famílias Padula, Jardim, Partezani, Gimenes, Vassoler e algumas outras deixaram de financiar a equipe, as coisas ficaram terríveis.
Um longo período de vacas magras se abateu sobre o Schmidtão. O time era motivo de piada, anos e anos disputando campeonatos com campanhas bastante modestas, às vezes até vexatórias, mas graças a abnegação de algumas pessoas, que jamais desistiram, o Azulão se mantinha vivo.
Eis que então surgiu o modismo dos Bingos realizados nos estádios de futebol. A história começou em Matão e se alastrou pelo interior de São Paulo. O Rio Claro, precisando de dinheiro, realizou alguns festivais de prêmio em seu estádio.
Recursos foram levantados. Quando se falava em investir o dinheiro no futebol, para que finalmente o Galo Azul pudesse montar um time forte pelo menos em uma temporada, após décadas de campanhas pífias, era um Deus nos acuda. Ninguém concordava. Lembro-me bem das justificativas. Imagina, gastar o dinheiro com futebol. Ele acaba num campeonato. E depois, como fica? Temos que fazer algo para garantir o futuro do Rio Claro, diziam os cartolas.
Pois bem. Assim surgiu a idéia da sede social, que por ironia do destino, deve ser consumida, após quase 20 anos, pelas despesas exatamente de um único campeonato (R$ 1,8 milhão, aproximadamente, gastos na Série A2 de 2011).
O Galo Azul, que não tinha crédito na praça, comprou um amplo terreno na zona norte da cidade. Foi uma euforia. Logo foi lançado o projeto do Clube Águas do Rio Claro, muitos títulos foram vendidos, alguns distribuídos, e foram iniciadas as obras.
Pelo que consta, o dinheiro da venda de títulos não deu nem para o começo. As obras pararam. Eis que se inicia a atuação do empresário e conselheiro José Carlos Baungartner, um dos mais entusiasmados com o projeto. Ele desejava que ver o projeto concretizado, estava engajado, e então não encontrou outra alternativa senão a de investir naquele patrimônio do Rio Claro, para que ele pudesse ser entregue aos associados. Investiu bastante, não sei o quanto, mas nunca escondeu isso de ninguém. Era o início da história dele no Galo Azul.
Ficava pronto o Águas do Rio Claro. Piscinas com escorregadores, mini campos, quiosques, área verde, sede social, mas nada de dinheiro. O que era arrecadado com os sócios não era suficiente nem para a manutenção do Poli Esportivo. Triste realidade. O Águas não daria retorno financeiro algum ao Azulão. Mas ainda diziam: É um patrimônio do clube. O Rio Claro não tem estádio, mas tem sim um patrimônio.
Para se ter uma idéia, a preocupação de que esse bem imóvel fosse dilapidado por causa de dívidas do departamento de futebol era tão grande, que ele foi registrado no nome do Rio Claro, mas com outro CNPJ.
Como eu disse no início desse texto, a vida é dinâmica demais. Tudo muda, é apenas questão de tempo. Anos e anos se passaram, e agora, em 2011, nova crise financeira, e a decisão de vender o Águas do Rio Claro, para quitar dívida do futebol.
Meu objetivo não é e jamais seria julgar ou condenar tal decisão. Cada um sabe onde aperta o sapato. Particularmente, admirava a idéia do Águas, mas sempre me frustrei por saber que ele jamais traria retorno ao futebol do Azulão. Havia exemplos claros disso. Em Limeira, os dois clubes da cidade tem sedes campestres, e nunca tiveram benefício com isso, pelo contrário, só dificuldades.
Nos últimos dez anos, o Rio Claro ressurgiu para o futebol. O Águas ficou de lado. Conseguiram um convênio com a empresa Tigre, que paga uma mensalidade para que seus funcionários possam utilizá-lo como grêmio recreativo, a manutenção do clube era feita com esses recursos, e ninguém falava mais no assunto.
Era só alegria, como se diz na gíria. José Carlos Baungartner encabeçou o Azulão. Viabilizava, a seu modo, recursos para o futebol. Foram anos de investimentos, belos times, e diversos acessos de divisão. O torcedor rio-clarista nem acreditava!
Como nada é eterno, a parceria José Carlos-Rio Claro FC chegou ao fim, ou quase no fim. Por uma série de razões, ele deixou de investir no clube, foi se afastando. Aí começou a história das parcerias. Muita gente passou pelo Rio Claro. A cada nova parceria surgiam alguns problemas, que iam se avolumando.
De um jeito ou de outro, ao término de cada temporada, providências eram tomadas, acordos eram feitos (ainda com o intermédio de Baungartner), e o Azulão, ao que tudo indica, conseguia sanar as dívidas que ficavam nas gestões das controvertidas parceiras.
Pelas informações que temos, o rompimento de contrato com a última delas, a empresa C2B, foi feito de forma hábil. O Galo Azul perdeu algumas coisas, mas ficou com o caixa praticamente zerado, sem dívida muito significante. Lembro-me que isso foi bem enfatizado na ocasião do polêmico destrato com empresa, da qual fazia parte o conhecido César Sampaio.
Pois bem, o clube não tinha dívida, mas também não tinha dinheiro. Era necessário montar um time para a Série A2. Na última hora, surge René Salve, figura já conhecida dos rio-claristas, um profissional do futebol, que encabeçou a montagem do time, com a garantia de que alguém estaria por trás e teria dado sinal verde para que ele iniciasse as contratações, e começasse a assumir compromissos com atletas, fornecedores, e etc.
A história era misteriosa, ninguém sabia quem manteria o Azulão, nem de onde viriam os recursos. Ficava apenas a esperança de que uma nova parceria aparecesse no meio do caminho, mas, se no fim de tudo, isso não acontecesse, existia um certo alguém que se responsabilizaria, e as coisas seriam pelo menos contornadas, para que o clube não chegasse ao caos.
Ao término do campeonato, todos caíram na real. Nem parceria, nem esse certo alguém apareceram. Só sobrou pepino para o Rio Claro. Inúmeras despesas, nada pago aos jogadores durante toda a competição, gente socorrendo o Galo Azul para os gastos básicos do dia-a-dia (conselheiros), na confiança de que o dinheiro uma hora ou outra seria restituído, ou seja, uma verdadeira bola de neve se formou.
Todas as negociações com empresas que viriam a investir no clube fracassaram. A situação ficou insustentável. O torcedor não acreditava em mais nada. Era tanta especulação que o assunto chegou ao ridículo, ninguém dava mais crédito.
O último capítulo foi a vinda do empresário Carlos Amorim, que seria a solução para todos os problemas, pagaria todas as dívidas, assumiria a presidência do Azulão. Ele simplesmente apareceu, e sumiu! Poucas explicações. Não entendi, e é melhor nem tentar entender. Acho que convém pensar que foi só mais uma parceria que não deu certo, uma de tantas outras, para não fundir os neurônios.
Agora o Rio Claro está aí. Credores batendo na porta. Necessidade de colocar o time em campo na próxima temporada. Como? Com quem? Novos dirigentes? Nova diretoria? Nada disso. As coisas permaneceram como estavam. Muitas idéias, poucas ações práticas. Muitas críticas, nenhuma solução.
Nesse imbróglio, alguma decisão precisava ser tomada. Ela ficou a cargo dos remanescentes da diretoria e do conselho, aqueles que permaneceram vinculados ao clube.
Esses assumiram a responsabilidade de vender o Águas do Rio Claro para pagar as dívidas, e deram a René Salve o cargo de presidente da agremiação. A montagem de um time de futebol para a próxima temporada fica para um segundo plano. Primeiro pensam em pagar as dívidas. Essa é a realidade do Rio Claro hoje.
Diante desse quadro, e pensando no futuro do Galo Azul, deixo algumas perguntas no ar:
1 ? Quanto vale o Águas do Rio Claro?
2 ? Já há algum possível comprador interessado?
3 ? Se não houver comprador, não há risco de se vender por um valor inferior ao justo, já que as condições de mercado atualmente não estão favoráveis?
4 ? Sendo a necessidade da venda urgente, haveria tempo de se aguardar a melhor proposta de compra?
5 ? Os recursos provenientes da venda ficarão todos para o Rio Claro FC, ou será ressarcido o investimento feito por José Carlos Baungartner na sede social, para a conclusão das obras?
6 ? Quais são os planos para quitar a dívida? Quem irá fazer acordo com os credores, para tentar gastar o mínimo possível nessas quitações?
7 ? Já há uma previsão se sobrará algum recurso para que o Rio Claro possa pelo menos respirar durante a próxima temporada, até viabilizar uma outra forma de sobrevivência?
8 ? Quais seriam as próximas alternativas para o Galo Azul. Novas negociações com parcerias são o único caminho?
9 ? René Salve foi escolhido de forma unânime como presidente porque nenhum outro quis? O fato de nenhum componente da diretoria executiva e do conselho deleberativo se dispor a assumir a presidência do clube tem qual significado?
10 ? Hoje o Rio Claro só tem esse grupo de diretores, e os críticos, ou há um outro grupo com propostas diferentes para assumir o clube e colocar em prática algum plano melhor do que o atual?
Creio que as respostas virão com o tempo, e sobretudo com as atitudes. Faço questão de finalizar enfatizando que todas as colocações que fiz são feitas do ponto de vista de um cronista esportivo que sempre admirou o Rio Claro FC.
Jamais faria juízo de valor ou críticas a quem quer que seja, uma vez que pouco pude fazer durante todo esse tempo para contribuir com o Rio Claro, e nada posso fazer hoje para que a situação seja diferente, além de torcer pelo sucesso daqueles que se responsabilizam pela instituição. Boa sorte Galo Azul!
Ivo Rosalem Neto
*Artigo extraído na íntegra do site Agora Rio Claro.
01/09/2011 18h28
31/08/2011 13h12
14/08/2011 23h04
14/08/2011 22h50

29/07/2011 18h05
Neste sábado (30), a Equipe Claret de Esportes viaja para a cidade de Batatais-SP para a transmissão da partida entre Batatais e Velo Clube, pela 4ª rodada da Copa Paulista. A narração será de Klaus Lautenschlaeger, com comentários de Tuca Ferreira, reportagens de Leonardo Bauer e plantão esportivo de Samir Palma. A partida acontece às 19h30, no estádio Osvaldo Scatena. Você pode acompanhar todos os detalhes da partida a partir das 19h00 pelos 106,5 FM ou no www.claretianafm.com.
Na última rodada o Velo Clube goleou o Botafogo por 3 a 0 no Benitão, já o Batatais folgou.
Confira a ficha técnica da partida:
Ficha técnica
Batatais:
Célio;
Tabarana, Edson Batatais, Tiago Cenedesi e Tobias; Aldo Baiano, Belê,
Bruno Amaral e Tiago Vieira; João Paulo e Gabriel.
Técnico:
André
Oliveira.
Velo
Clube: Rodrigo; Ruhan, Ernando, Fandinho e Erick; Dênis, Renato, Rafinha e
Paulinho; Reginaldo e Leleco.
Técnico:
João
Vallim.
Árbitro:
Amur
Castanheira Gomes Davi Oliveira;
Assistentes:
Carlos
Alberto Funari e Augusto Faria Calabio;
Quarto
árbitro: Edmar
Freitas dos Santos;
Local:
Estádio
Dr.Osvaldo Scatena, em Batatais.
Data:
dia
30 (sábado), às 19h30.

21/07/2011 16h50
Olá amigos do Esporte na Rede!
No último domingo, dia 17, nós da Equipe Claret de Esportes estivemos na cidade de Araraquara-SP, mais precisamente no estádio Arena da Fonte, onde transmitimos a estreia do Velo Clube na Copa Paulista 2011. O estádio, por sinal, é belíssimo e muito bem organizado. No quesito gramado e visão aérea do campo, achei até um pouco mais bonito do que a Arena Barueri, que é outro espetáculo também. Mas no quesito cabines de imprensa, confesso que a Arena Barueri ainda é mais confortável. Enfim, a partida terminou empatada em 1 a 1, resultado bom para o Velo pelo fato do adversário ser um bom time e por ter sido fora de casa.
Foram à Arena da Fonte pela Rádio Claretiana FM: Klaus Lautenschlaeger, que fez sua estreia como narrador em rádio, Tuca Ferreira e Leonardo Bauer. Já para fazer imagens para a TV Claret, o cinegrafista Cláudio Biscoito. Samir Palma foi o plantonista esportivo dos nossos estúdios em Rio Claro.
Curiosidade: a árbitra auxiliar Maria Eliza bandeirou a partida e chamou a atenção dos marmanjos por ser considerada "musa" em sua atividade. Teve repórter que quase babou!
Próxima parada: Benitão, em Rio Claro, para Velo Clube x União São João de Araras. É a primeira partida do Velão diante de sua torcida desde o emocionante jogo do acesso da A3 para a A2 contra o Taubaté.
Um abração e até lá!

14/02/2011 15h58
O dia 14 de fevereiro de 2011 para sempre ficará marcado na memória de quem ama esse tal futebol. Mais do que uma data, tal dia nos remete a um passado não tão distante, com lembranças fenomenais. Legado que um gênio da bola nos deixou, contendo alegrias, emoções, entusiasmo, sofrimento e acima de tudo superação.
Era um menino que como tantos outros brasileiros começou num campinho de terra, encantando pelo simples ato de encantar sem querer. O menino cresceu, foi levado a sério e anos depois deixou de ser apenas gênio para mudar de estágio.
Hoje é lenda.
Herói sempre foi. Habilidade, inteligência, visão de jogo, faro de gol. Quem o conhece pessoalmente não cansa de falar sobre sua humildade. Um cara que pede desculpas por não ser perfeito, por achar que decepcionou, que talvez tenha frustrado.
Hoje, segunda-feira, fiquei triste. A sensação de ver um ídolo dizendo que acabou é cruel. É o tal nó na garganta que insiste em ficar ali por alguns minutos. Pessoalmente, a última vez que me chateei assim no futebol foi quando um de meus maiores ídolos, Raí, também deixou os gramados. Mas o Ronaldo... o Ronaldo é ídolo de uma nação chamada mundo. Capaz de paralisar uma guerra civil, de levar sorrisos a quem passa fome, de trazer raros momentos de alegria a quem tanto sofre. Capaz de fazer pessoas que não gostam do futebol vibrarem com um gol em final de Copa do Mundo. Capaz de fazer alguém se encher de esperança ao demonstrar que o desacreditado acredita em si mesmo e se reergue, voltando ainda mais forte do que antes. Uma Ave Fênix, que ressurge das cinzas e brilha o brilho mais incandescente que um humano consegue admirar.
Um muito obrigado apenas é muito pouco. Uma lenda como Ronaldo transpõe a barreira do comum. Quem viu uma bola sob seu controle e comando em estádios seja do interior de São Paulo ou de Barcelona, enxergou muito além. Enxergou não só um jogador de futebol: enxergou pessoa, talento, genialidade.
Não havia limite pra ele dentro das quatro linhas. Nunca houve. Mas o cidadão Ronaldo é humano. Sente as dores provenientes de tantas batalhas contra marcadores cruéis que choravam lágrimas invisíveis ao terem que, no dever da profissão, caçar o jogador por três vezes melhor do mundo, que não se cansava de driblar, arrancar, golear.
Porém, hoje ele parou.
Parou quem fazia os olhares vidrarem.
Por incontáveis vezes o mundo parou pra te ver.
O mundo te agradece pela oportunidade.
Ele parou.
Parou quem fazia o mundo parar.
Klaus Lautenschlaeger

25/01/2011 10h15
23/01/2011 09h49
21/01/2011 09h52

20/01/2011 11h23
18/01/2011 17h43






